03 junho 2015

A indústria do tabaco enganava consumidores.

Em tempos de leis que proibem o fumo em locais fechados, observar um anúncio de cigarro produzido entre as décadas de 1920 e 1950 chega a ser cômico, para não dizer trágico. Naquele tempo, a indústria usava a propaganda para esconder os reais e hoje inegáveis efeitos do tabaco à saúde, como o aumento do risco de câncer.
Um Papai Noel que fuma e um médico que anuncia as vantagens de determinada marca de cigarro para a garganta são algumas imagens estampadas nas peças publicitárias da época, selecionadas pelos médicos Robert Jackler e Robert Proctor, professores da Universidade de Stanford, nos EUA. O material, mantido no Instituto Smithsonian, em Washington.
Uma das estratégias dos fabricantes para convencer o consumidor, como mostra a exposição, era usar a imagem de estrelas de Hollywood, cantores e atletas de elite para vender os "benefícios" do produto. Um exemplo é a peça em que o ator Henry Fonda afirma que fuma cigarro de determinada marca para proteger a voz. 
Outra tática das indústrias de tabaco era a veiculação de pesquisas pseudocientíficas para tentar reverter a opinião do público, que começava a ouvir falar sobre as reais consequências do fumo para a saúde. Para reforçar o discurso enganoso, médicos e dentistas apareciam como garotos-propaganda.
fonte: www.uol.com.br